Sintegração sobre abertura
A dinâmica proposta pelos professores se constituía em formar grupos em salas separadas da sala aula online principal e debater assuntos por eles já postos. Nessa formação eu poderia ser ou o debatedor ou o crítico ou o observador. Foram dessa forma 4 seções.
Na primeira, fui o debatedor, e os professores já haviam pré-estabelecidos que devíamos discutir sobre as lógicas finalistícas causalísticas e programáticas. Sinceramente, não achei o debate muito interessante, tais temas em alguns minutos já ficaram gastos e todos os integrantes da discussão já possuíam conclusões sobre as lógicas citadas e nenhuma das conclusões de um participante sobre um determinado tema diferia muito da de outro participante, de forma que não precisávamos debater para chegar a um consenso pois possuíamos um senso comum sobre as lógicas citadas.
Na segunda rodada fui novamente debatedor e o tema dessa vez era mais inovador, era discutir a possibilidade da magia pela experiência e não da mágica pelo truque (ou seja, pela ignorância dos processos), como recurso para promover a abertura ao outro (conforme indicado nos textos de Flusser, Haque e Gullar). E ficamos lá, debatendo sobre o meio termo ideal dessa ideia, não sei se esse era o objetivo da dinâmica mas também chegamos a um consenso de não abrir de mais as possibilidades pois o telespectador pode não se conectar com a obra e ela não cumprir nenhuma função, mas também não deve ser autoexplicativa ponto de inibir as possíveis interpretações. Ela deve estar na forma ideal, permitindo o máximo possível de compreensões.
Na terceira rodada fui crítico, e o tema era problematizar a proposta de obstáculo no contexto de abertura de possibilidades. E o debate foi feito de forma bastante completa, girando em torno de não abrir de mais as possibilidades pois o objeto pode se tornar superficial e não cumprir nenhuma função bem, e a de não dar poucas funções para ele pois isso é um desperdício de objeto, de funções e de práticas para ele. O debate foi dominado de forma rápida e sobrou alguns minutos antes de terminar que foram improdutivos.
Como fim concluo que a experiência foi proveitosa e bastante interessante ter uma sala sem professores, apenas com alunos falando e demonstrando seus pontos de vista.
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