Texto sobre ida para Inhotim
Partimos da escola às 7:30. Ao chegarmos na escola um pouco antes disso, a turma foi dividida
em dois ônibus para a viagem.O trajeto foi bem agradável, tirando a parte do ônibus que estava
a outra metade da turma ter quebrado no início do caminho. Devido a isso, parte deles foram
levados pelo ônibus de minha metade, e o resto deles tiveram que esperar outro chegar.
Fora isso, a trajetória foi bem prazerosa, devido às paisagens que vi pelo caminho e ao silêncio
que compunha o clima dos passageiros à minha volta.
Chegamos no museu às 9:30, ao sair do ônibus, notei que o céu estava lindo, com algumas
poucas nuvens circundando o sol, que brilhava forte. Isso deixou o clima alegre e animado entre
meu grupo. Dessa forma, fomos caminhando à recepção do museu, e lá, passamos os ingressos,
recebemos um mapa do local e definitivamente entramos. Após alguns metros caminhados,
recebemos instruções dos professores e fomos em direção a galeria previamente escolhida por
nós.
Ao chegarmos em frente à galeria, fomos orientados pelo auxiliar do museu sobre ela e a obra
nela exposta. Nestas orientações, somos informados sobre a presença de um performista nu,
que estava compondo uma obra do local. Após isso, entramos, e já logo depois da porta,
percebo um som desconfortável sendo emitido pela galeria,me dando a sensação de estar em um espaço
abandonado. Na frente do local, exposto como obra frontal, há um carro enfeitado internamente
com notícias infelizes sobre cavalos, como acidentes, assassinatos, lesões e torturas envolvendo
esses animais. Outras obras chamativas, eram a de pequenas estantes,que estavam preenchidas
com fotos de estabelecimentos brasileiros com nomes estrangeiros, e um quadro do globo
terrestre pintado com uma mancha sobre as Américas, que dava a sensação da América do Sul,
estar sugando a América do Norte, claro que pelo contexto da obra, representava isso
culturalmente.
Saímos da galeria, pois uma das instruções dos professores era desenhá-la por fora. Quando
terminamos, já era hora de reencontrarmos a turma no lugar marcado. Não me lembro o nome
desse local agora. Depois de termos chegado lá, discutimos nossos pontos de vista sobre as
galerias visitadas, e depois disso, escolhemos um espaço bem aberto do museu para almoçar,
mas apesar disso reservado.
Depois disso fomos visitar outros museus, e no geral o espaço de Inhotim é bem aberto, com
paisagens bem bonitas e amplas. O verde cobre grandes partes dos espaços e algumas
estruturas de concreto (em sua maioria galerias), preenchem o resto deles. A flora é por sua vez
rasteira, o que torna o ar bem ventilável e fresco, e possibilita vermos grandes distâncias à
nossa volta.
Por estes caminhos, entramos em várias galerias e apreciamos diversas obras diferentes,
uma destacável, enfatizava o som. Era uma sala bem grande, toda pintada de branco, com
caixas de som apontadas para o centro dela mesma. Cada uma dessas caixas emitiam um som
diferente, e todas juntas iam formando uma canção que me gerava ótimas sensações. A única
coisa que poderia ser melhor é o piso que fazia barulho e atrapalhava levemente o som da
música. Quando ia dando 16:30 fomos nos reunir novamente com a turma para irmos embora,
e fomos.
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